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sustentabilidade

Estilo de Vida

Que tal morar numa microcasa na floresta? Construa a sua com Ecowood!

4 de outubro de 2016

Cada vez mais pessoas procuram simplificar seu estilo de vida, em busca de mais leveza, sustentabilidade e economia. Para os que se dispõem a ir mais longe, ou que simplesmente querem fugir de dívidas, as microcasas portáteis são uma ótima alternativa. E agora, já é possível até fazer um test drive antes de comprar uma.

Um grupo de estudantes da Universidade de Harvard lançou nesta semana o projeto Getaway, que permite o aluguel temporário de microcasas construídas pelos próprios estudantes. A partir de US$ 99 a diária, é possível experimentar um pouquinho da vida “off the grid” em um dos cinco modelos de microcasa disponíveis nas áreas rurais de Nova York e Boston.

Apesar de compacta, a casa pode acomodar até quatro pessoas. Dispõe de banheiro, cozinha, área de estudo e quartos.

Ela tanto pode ser uma moradia permanente ou servir a outros fins, como uma estação de pesquisa independente ou uma “pousada” em áreas mais isoladas.

Segundo seus criadores, a casa produz sua própria energia elétrica com ajuda dos painéis solares instalados no teto, o aquecimento interno utiliza gás propano, sistemas de captação coletam água da chuva, e o vaso sanitário utiliza um processo de compostagem, que transforma a matéria orgânica em adubo.

Fonte
http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/que-tal-morar-numa-microcasa-na-floresta-ja-tem-test-drive
Negócios

Crédito de carbono, o mercado futuro

4 de outubro de 2016

No último século, com o crescimento populacional, surgiu a necessidade de aumento da produtividade da indústria mundial. Os empresários acabaram por tomar decisões que não foram benéficas para o meio ambiente global, visando o atendimento da lacuna produtiva, fazendo com que os índices de poluição em nosso planeta crescessem exponencialmente. Esse aumento da poluição acompanhou de forma gêmea o crescimento da indústria mundial, gerando um ciclo vicioso entre produtividade e destruição do eco sistema do planeta Terra.

Para diminuir os males gerados por este crescimento industrial, foram criados mecanismos para que as chamadas indústrias sujas diminuíssem suas emissões de poluentes, e por consequência, adotassem linhas produtivas que impactassem em uma menor destruição do meio ambiente mundial. Ou seja, que sejam sustentáveis. Dentro desses mecanismos, o que mais se destaca atualmente, são os Créditos de Carbono, criados a partir da convenção do Protocolo de Kyoto em 1997.

Os Créditos de Carbono são originados, obrigatoriamente, de projetos de diminuição da emissão de poluentes das indústrias locais. Através desses projetos, as empresas ficam autorizadas a emitir créditos de carbono, que poderão ser negociados no mercado mundial, gerando valores capitais para as empresas emitentes.

Estes projetos possuem custos elevados, pois devem aplicar uma metodologia de diminuição das emissões de gás carbônico na atmosfera. Desta forma, as empresas que pretendem emitir tais créditos, devem possuir uma boa dose de paciência e empenho.

Para exemplificar essa situação, podemos citar o caso da Aracruz, uma das maiores produtoras de celulose do mundo, que sofreu o baque de gastar milhares de dólares num projeto que fora rejeitado. Basicamente, o projeto traria a mudança da logística da matéria-prima da empresa, trocando os caminhões por navios. No entanto, tal projeto foi negado, onde a empresa acabou amargurando prejuízo, pois este nunca fora implementado.

No entanto, fugindo dos patamares das grandes companhias mundiais, a empresa que emite gás carbônico na atmosfera, mas que não possui valores monetários para iniciar um projeto como o citado acima, poderá assumir uma metodologia já existente, e assim ganhar o chamado “selo verde”. Neste caso, a empresa não poderá emitir os créditos de carbono que seriam gerados pela diminuição da emissão de seus poluentes.

Ocorre que, para as empresas que desejam auferir lucros com a redução da emissão de seus poluentes, e assim instituir um no mecanismo limpo, estas deverão seguir as seguintes regras e requisitos:

– Metodologia  

É necessário criar um novo método para calcular a redução de emissão de carbono e submeter este para aprovação do MDL, ou utilizar um dos mais de oitenta modelos de metodologia existentes. O projeto necessitará de validação de uma auditoria independente.

– Aprovação

O projeto é encaminhado previamente para o Ministério da Ciência e Tecnologia, em Brasília, que avalia o projeto e emite relatório, encaminhando este para o conselho do MDL.

– Registro

O Conselho do MDL analisa o projeto e pode rejeitar o pedido de registro, pedir uma revisão parcial ou aprovar este.

– Monitoramento

A empresa deverá manter o monitoramento da redução das emissões dos gases de efeito estufa após o registro, com o acompanhamento de uma auditoria externa.

– Emissão dos créditos

O Conselho do MDL emite os créditos de carbono, na quantidade equivalente a da redução da emissão dos gases de efeito estufa que eram gerados pela empresa com projeto aprovado.

No entanto, caso a empresa não consiga aprovar seu projeto, poderá efetivar sua entrada na bolsa do mercado do clima de Chicago (CCX). Desta forma, as empresas que não conseguem aprovar seus próprios projetos, poderão submeter estes a mercados voluntários, tais como o de Chicago. Importante ressaltar, que em mercados independentes, estes créditos valem muitos menos que normalmente valeriam, caso o projeto da empresa fosse aprovado.

Em suma, com a nova ordem mundial que surge ultimamente, a emissão de crédito de carbono se torna uma alternativa para empresas que procuram injeções de capital em seu negócio, e que procuram ajudar o meio ambiente mundial neste novo mercado do futuro.

Fonte
http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/credito-de-carbono-o-mercado-futuro/89710/
Sustentabilidade

Madeira plástica evita derrubada de árvores para fabricar móveis

4 de outubro de 2016

Começa a crescer no Brasil o uso de um material que permite evitar a derrubada de árvores para fabricar móveis: é a madeira plástica.

Madeira é um produto em alta no mercado internacional e quanto maior a procura, maior a área de florestas derrubadas, mas hoje já possível obter madeira sem precisar derrubar uma árvore sequer e o melhor, a partir dos plásticos que a gente descarta como lixo.

O ponto de partida para a produção de madeira plástica, numa fábrica no Rio de Janeiro, é o Polietileno de Alta Densidade (PAD). “Esse tipo de plástico é encontrado nos frascos de detergente, amaciante, água sanitária, xampu e todos os frascos de óleo do seu carro e outros que estão por aí”, fala o diretor da Cogumelo, Daniel Pilz.

Depois de triturado, e transformado em grãos, o plástico já está pronto para virar madeira. Acompanhamos a linha de montagem dos produtos de madeira plástica da empresa, uma das maiores do país.

O plástico moído é sugado por uma tubulação até o misturador. Ele recebe pigmento e um produto químico que dá aderência de madeira. Isso vira uma massa aquecida a 180 graus para ser rapidamente resfriada em água gelada, para condensar, a aproximadamente dez graus centígrados. É assim que nasce a madeira plástica.

A madeira plástica é resistente ao sol e ao frio. Tem vida útil longa: dura em média 50 anos. É impermeável, fácil de limpar e manusear, e mais: cupins não gostam de plástico e se alguém colar chiclete ou pichar é simples de retirar.

Em termos de preço, a madeira plástica ainda é, em média, 30% mais cara que a natural, mas os fabricantes dizem que basta a produção aumentar para o preço cair.

A lista de produtos feitos com madeira plástica já não é só de móveis. A empresa fabrica dormentes para ferrovias e tampas de bueiros, 30% mais leves que as feitas de ferro fundido.

São mil unidades por mês, principalmente para prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro, que viram uma forma de inibir a ação de quadrilhas que roubam as tampas para vender o ferro.

Também da fábrica saíram 40 bancos e três pontes que hoje estão no Parque Nacional de Itatiaia, e os bancos que enfeitam a praça de um shopping do Rio. O resultado é um produto que, de bater o olho, passa fácil por madeira.

Não há números oficiais sobre produção de madeira plástica no Brasil. O que se sabe é que o número de fábricas é muito reduzido e a madeira convencional lidera com folga a preferência dos consumidores.

Bem diferente da situação nos Estados Unidos. No país, a madeira plástica chegou com força. É um mercado que já existe há aproximadamente 20 anos e a madeira plástica é usada em boa parte dos ambientes externos.

Os americanos gostam porque requer menos manutenção, resiste a mofo, não apodrece e o desgaste com sol, maresia, umidade é menor – 35% das varandas e pátios dos Estados Unidos são feitos com madeira plástica. São árvores sendo poupadas.

Um deck de cem metros quadrados equivale a duas árvores de ipê. Existem pelo menos quatro tipos do que se pode chamar de madeira plástica. Eles variam de acordo com a porcentagem de madeira, PVC e polietileno usados na mistura.

O Mike Danzilio é um empresário que trabalha com isso há 25 anos e acompanhou o aparecimento da madeira plástica no país. Ele conta que adaptou o próprio negócio ao produto porque é isso que as pessoas querem. “Os americanos aprovam a madeira plástica, mas não porque é um produto verde”, explica Mike. Segundo ele, o que pesa na decisão da classe média americana é o bolso. “É uma decisão de manutenção e econômica”.

Uma varanda feita de madeira plástica custa cerca de três vezes mais na hora da compra, mas a madeira natural exige manutenção, e isso é caro no país.

Fazendo as contas, com o passar dos anos, se gasta menos com o material alternativo e menos trabalho e mais economia é justamente o que os americanos mais gostam.

No Brasil, apenas numa fábrica, são produzidas 200 toneladas de madeira plástica por mês. Em seis anos de produção, evitou-se o corte de 180 mil árvores, o equivalente a 400 campos de futebol cobertos de florestas. Diante disso, fica a pergunta: o Brasil precisa mesmo desmatar para produzir madeira?

Fonte
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2012/09/madeira-plastica-evita-derrubada-de-arvores-para-fabricar-moveis.html